Rumo ao Alvo (Inicio: Março 2008)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Restrição calórica e metabolismo

Estou em guerra com as hormonas: redzone daquelas. Aiii! Dói-me os ovários, estou inchada e com um humor que já teve dias melhores. rs Como o gajo não está aqui para me aturar, aturam vocês. Descarreguei. Ufff! rsss Odeio sentir-me inchaaadaa! Mas o peso está na mesma, o que me faz pensar que devo ter emagrecido alguma coisita. Estava à espera mais de aumentar o peso do que de descer. Mas adoro enganar-me assim. rss

Continuo com um pé (grande) fora da dieta. Desde comer maple syrup à colher às tantas da noite a ir para os copos com as amigas, foi de tudo que me lembrei. Acho que o que vai salvando a situação é que, de há tempos para cá, distraidamente comecei a comer menos às refeições. Não por ter decidido racionalmente fazê-lo, mas porque passei a ter menos fome mesmo. Já antes isto tinha acontecido. Vou perdendo peso e ao fim de uns bons kgs, começo a não conseguir comer as mesmas quantidades a cada refeição. A refeição que faria há uns 3 meses e me deixava satisfeita agora deixaria-me enfartada. Até acho natural. À medida que o peso baixa as necessidades calóricas do organismo também diminuem. Sinto que o mecanismo de auto-regulação do apetite recomeçou a funcionar. Mas também acho que isto só é possível quando nós próprias não desregulamos os mecanismos de saciedade e fome e o próprio metabolismo assumindo restrições a mais em cada etapa de perda de peso.

Esta semana estive com duas amigas minhas em circunstâncias diferentes e fiquei a pensar nisto. A F. engordou 8 kgs e está de dieta. Está no limite do IMC normal. Foi à nutricionista, está com um plano de cerca de 1600 calorias e caminha diariamente. A M. tem mais de 40 kgs a perder, assumiu uma dieta de 1300 calorias e quer ir ao ginásio 2 horas por dia. Sou só eu ou há algo que não bate certo aqui? Quanto é que apostam que daqui a uns meses a M. terá dificuldades em prosseguir com a perda de peso? É que as necessidades calóricas da F. são bem menores do que as da M. No entanto, a restrição calórica da M é a maior. A própria M. tem necessidades calóricas superiores agora do que tinha com menos 20 kgs e maiores ainda do que tinha com menos 40kg. Mas pretende fazer tudo igualzinho ao que fazia muitos anos atrás com 40 e tal kgs a menos e engordava um bocadito.

Eu falo nisto aqui porque este foi um aspecto das dietas com que tive que me auto-confrontar quando decidi que ia voltar ao meu peso antigo e que ia acabar com as dietas de vez. É que perder algum peso não é o mais difícil. O que é difícil é conseguir fazê-lo com equilíbrio, mantendo uma perda regular, sem grandes montanhas russas pelo meio e chegar ao final com possibilidades de manter o peso sem viver tipo faquir. Até porque convenhamos, o que é que nos faz pensar que passamos de um tempo em que comemos o que nos dá na real gana até ficarmos balofas, para um outro com um auto-controlo fora do normal que nos vai permitir comer quantidades de comida diminutas para manter o peso? Sim, porque é isso que acontece no momento em que tivermos que nos ver gregas para perder os últimos kgs e depois gregas para manter o peso em virtude do metabolismo lento que se conquistou. Foi preciso entender isto, rever os tempos de sanfonas, para perceber que temos que criar restrições calóricas sim, mas moderadas. Quanto menor a restrição a cada altura, maior a probabilidade de manter o metabolismo a funcionar sem grandes alterações de ritmo. E esse é um grande trunfo quando se quer perder muito peso e mantê-lo depois. Aliás, se assim não fosse, a esta hora estava aqui a chorar-me por ter aumentado de peso com tanto disparate que fiz estes dias. Não duvidem que estas brincadeiras anos atrás tinham-se reflectido e de que maneira na balança. Mas eu vivia num engorda e emagrece à conta de dietas restritivas. O meu metabolismo era uma desgraça e a guerra entre os 60's e os 50's era constante. Não duvido que isso contríbuiu muito para engordar mais tarde brutalmente e em tempo record.

P.S. - Estou com pouco tempo até porque vou para fora amanhã e tenho tudo para preparar ainda. Mas vou tentar vir cá mais tarde e meter as visitas em dia. Ando uma desnaturada, é o que é. ;) Fase complicada por aqui. Beijocas

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

De volta

Com uns dias de atraso, mas de volta. ;) Até ao final do ano vou ter que me disciplinar e escolher um dia ou 2 para andar por aqui e actualizar as visitas. Tenho que me dedicar à dissertação e outras coisinhas. O tempo urge. ;) Quanto a novidades, não tenho muitas. Tenho andado sem pachorra para dietas e tenho comido sem grandes preocupações ou esforços para acelerar resultados. Volta e meia tenho estas fases. Nas últimas semanas fiz pausa nos exercícios porque consegui empenar de N maneiras diferentes. Um dia porque me inclinei na cadeira para me levantar e a cervical marou. Depois andei coxa e nem percebi o que aconteceu ao pé. Está uma gaja porreira da vida, em pé, a mexer um risotto e quando vai para se mexer ..tunga! Uma dor daquelas e mal consegue andar. E nem sequer dei conta que tenha pousado mal o pé. Mistérios das tendinites. rs Entretanto, quinta-feira acordei com uma dor na articulação superior da perna. Mal me mexi nos 2 dias que se seguiram. A dor diminuíu, por isso, espero amanhã já conseguir fazer alguma coisa com os exercícios, ainda que em versão soft. Já sei que não posso parar muito tempo, sem que se instale um amor renovado ao sedentarismo. rss Sou uma gaja paradoxal, é o que é. Faço exercício, gosto e entusiasmo-me. Não faço dá-me uma preguiça que quanto menos faço menos me apetece fazer. Portanto, o melhor é nem permitir que a preguiça se instale mais do que a conta.

Apesar da falta dos exercícios e das festas alimentares, perdi mais um kg e vou actualizar a réguinha. :)) A única explicação que encontro é que a opção de aumentar as quantidades do que comia até perceber onde pararia de perder peso e reduzir só um pouco de cada vez, foi uma boa opção. O meu metabolismo ainda não desacelerou, apesar dos 21 kgs perdidos. A outra é que a alimentação cuidada no dia-a-dia tem os seus efeitos. Acredito que mais importante do que contabilizar calorias é escolher alimentos que ajudem o nosso organismo a funcionar bem e fazer refeições a intervalos curtos e regulares. Convenhamos, podemos fazer uma refeição de lasanha com o mesmo aporte calórico de outra com sopa, salada, bife grelhado e arroz integral. Mas no segundo caso, o aparelho digestivo vai funcionar melhor, a saciedade vai-se prolongar por mais tempo e ainda podemos comer maior quantidade e não ficar com o sentimento de restrição. Só vantagens. rs

Tenho estado a actualizar as leituras e depois colocarei os comentários em dia. Beijocas

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Blog em férias

Sai post meio atabalhoado que a gaja aqui está com pressa. rs Volto lá para 10 de Outubro. Espero que com boas notícias no que respeita à réguinha ali em cima. ;)

Mas mais do que na balança vou concentrar os meus esforços na actividade fisica. A minha prioridade neste momento é a minha condição fisica. Ao meu ritmo e sem grandes stresses: Quero ter mais fôlego, mais força, mais agilidade, mais flexibilidade e um corpo tonificado. Considero um investimento de médio prazo na minha saúde e no meu bem-estar no sentido mais lato do termo. Também será o que mais tarde me fará mais facilmente eliminar os últimos kilos (que tendem a ser os mais resistentes) e a peça-chave para conseguir futuramente manter o peso. Todos sabemos que massa magra queima mais calorias do que massa gorda. Todos sabemos que o que não falta por aí são pessoas com peso normal, mas cuja composição corporal tem tanta massa gorda que correm vários dos riscos associados ao excesso de peso. E o nosso corpo? Como fica depois de perdermos um monte de kgs? Não quero ser mais uma daquelas mulheres que perde uma enormidade de kgs e continua a esconder o corpo pela vergonha das peles caídas, do corpo deformado. Não deixem para pensar nisso depois. É mais fácil evitar que resolver.

Sei por experiência o quanto custa retomar a forma física e o hábito de fazer exercícios. Para além de ser muuuuuiito preguiçosa, continuo a não poder com uma porca pelo rabo. Mas se pensar que antes tocar com as mãos na ponta dos pés era uma miragem e que agora não me custa nadinha, que fazia metade das repetições do meu vídeo de localizada a torcer para a tortura acabar o quanto antes e que agora chego ao fim animada e a sentir-me perfeitamente capaz de prosseguir, não me deixo desanimar por até ter um vídeo novo de cardiofitness que não consigo acompanhar sequer na parte do aquecimento. Sou altamente descoordenada, tenho um fraco sentido de equilíbrio, a minha capacidade cardiovascular está uma miséria e aquela coisa de conseguir isolar grupos de musculares a fazer exercício até me dá vontade de rir...tipo quais músculos?! rss Mas sei que hei-de executá-lo correctamente e sem qualquer dificuldade de uma ponta à outra. Demore o que demorar e custe o que custar. Estou a treinar para isso. Iniciei esta caminhada com uma ideia muito clara: não repetir os erros e os mecanismos de pensamento que alimentam a obesidade. Isso implica enfrentarmos conscientemente cada um dos obstáculos, abraçarmos com persistência cada desafio e nunca, mas nunca mais adiarmos o prazer de viver em pleno ou desistirmos de nós.

A vida não espera enquanto ficamos abancadas no sofá a curtir mais um queijinho ou uma bolachinha. As soluções para os problemas e angústias não vão cair do céu, entre um hamburguer e um chocolate. Cabe-nos a nós escolher se queremos assistir à vida de camarote vivendo (e comendo) ao sabor dos acontecimentos ou sermos participantes activas rumo a uma nova vida, mais feliz, mais saudável, mais consciente, mais autêntica. O peso? O peso será um reflexo de uma outra forma de abordar e estar na vida. Nada mais. Não se iludam. O que tem que mudar para emagrecermos definitivamente, mais do que o que colocamos no prato ou as calorias que gastamos nos exercícios, é a nossa cabeça.

Ah! E ninguém me venha com a conversa da gorda feliz que eu tenho dificuldade em crer que alguém possa ser verdadeiramente feliz com tanto descaso por si mesma, pelo seu corpo, pela sua saúde. Eu não o era seguramente.

Um grande beijinho a todas e obrigada por todos os comentários e força no post abaixo. Desculpem a minha fraca presença nos últimos dias. Tenho lido tudo, mas comentado pouco. A disponibilidade tem andado curta.

Hasta la vista! ;))

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Yeeeeaah

Valor confirmadíssimo nos últimos dias: a réguinha passa aos 20 kg lost. Tardou, mas foi. :))))

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Reconquistando a forma - Parte II

O meu peso começou a descer, mas ainda de forma muito instável. Ando com uma retenção de líquidos brutal. Tenho acordado ainda mais inchada do que o habitual e ao longo do dia o inchaço vai aumentando até ao desconforto ser imenso. Bebo muita água, portanto não é por aí. Comecei a reduzir o sal e vou partir para as medidas drásticas que resultaram anteriormente. Estou a preparar-me para uns dias sem sal na alimentação. Custa muito ao início, mas os resultados valem bem a pena. Para ajudar à festa, hoje estou com os sintomas todos de mais uma crise de vesícula. Para além de que, os intestinos reviraram e as manchas no corpo voltaram. É o que chamo de dia NÃO. O curioso é que tenho feito uma alimentação impecável, diversificada e com poucas gorduras. Acho que chegou o efeito tardio daqueles dias com asneiras, com uma fatia de queijo aqui e a bolachinha acolá. Também sei que continuo a pagar a factura de tanto tempo acima do peso e com a alimentação errada. Volta e meia, quando o peso começa a descer repentinamente, isto acontece. As manchas no corpo são mais claras e em menor número do que quando comia alimentos a que sou intolerante, mas estão lá. Faz-me pensar na quantidade de toxinas e porcarias que ainda andam por estas banholas fora. Mas estou numa daquelas fases em que não só isso não me desanima, como me dá mais força para continuar. Quero recuperar a minha saúde e bem-estar definitivamente. Sei que esse é um processo moroso de boas escolhas e muita persistência. Pensar qualquer outra coisa é votarmo-nos ao desânimo e ao fracasso. Um dos problemas com as dietas e com a mudança de hábitos é o querer-se tudo para ontem. Temos que ser realistas. Anos de asneiras e maus hábitos não se apagam em meia dúzia de meses.

A minha escolha tem sido centrar-me em tudo o que está a melhorar em mim, mais do que nestes momentos em que o meu organismo entra em desvario ou naqueles em que olho no espelho e me sinto ainda tão longe dos tempos da boa forma. E as melhorias são inegáveis. De modo geral e se não pensar na grande indisposição de hoje, qualquer semelhança entre o meu corpo, a minha saúde e bem-estar geral actual e o de há 5 meses atrás é pura coincidência. ;) Portanto, se tem valido a pena o empenho, o esforço, a luta contra o desejo de asneirar com a alimentação, o combate à enorme preguiça para me exercitar? Definitivamente sim! Assumir este compromisso comigo mesma, o passar do desejo de mudar à acção, o não me deixar levar por aqueles momentos de desânimo que surgiram uma vez ou outra, têm sido das escolhas mais inteligentes que fiz na minha vida. Viver melhor não tem preço. E fora da obesidade vive-se muuuuito melhor. ;)

Amanhã espero sentir-me menos indisposta e colocar os comentários em dia. Hoje estou mesmo boa para me enfiar na caminha. Como não pode ser, vou trabalhar um bocadinho enquanto sonho com ela. rs

Reconquistando a forma I

O tempo continua realmente curtinho por estas bandas e a disponibilidade mental tem sido menor ainda. Preciso de me dedicar à dissertação e a outras questões prementes. Para ajudar, estive sem net este fim-de-semana. Voltas e voltas a tentar resolver o problema aqui em casa, para depois descobrir que o problema era do fornecedor de serviços..grrr. O tempo livre tem sido gasto com os exercícios. Sim, nisso ando empenhadíssima e animadíssima com os resultados. :)) A minha forma está realmente a melhorar e isso motiva-me muito. Descobri que debaixo destas banholas todas existem músculos! rss A sério, a velocidade dos resultados a esse nível estão ser cada vez mais surpreendentes para mim. Finalmente, começo a combater o resultado de tanta engorda e sedentarismo. A flacidez está a deixar-me a olhos vistos. Vai levar tempo até refirmar e tonificar seriamente o corpo, mas eu chego lá. ;) Um dos resultados do inchaço abdominal imenso foi a barrigola descair. Apesar de ter diminuído, continua a ser o meu calcanhar de Aquiles. Eis que, para meu grande espanto, a barriga começa a levantar com os exercícios. Espanto porque pensei que teria que me desunhar com muita musculação, durante uma infinidade de tempo para ver tal efeito. Às vezes, tinha medo de nunca mais conseguir recuperar completamente essa zona. Agora, percebo que posso sim e muito mais rapidamente do que esperava. ;)

Animada com os resultados físicos e com os efeitos do exercício no meu estado de espírito, dediquei-me à tarefa ingrata de procurar DVDs de fitness. Corri tudo e fartei-me de pesquisar na net. Nunca pensei que fosse tão difícil encontrar (aceitam-se sugestões ;) ). Acabei por comprar 2 dvds. Um que foi um fiasco completo. Um DVd mal construído, num inglês de sotaque ranhoso (é Alemão), com uma musiquinha techno insuportável e, mais ainda, quando pouco tem a ver com o ritmo dos exercícios: " fitness at home: vol. 4" . Outro que não sendo o que procurava, até é engraçado. Na verdade, só o comprei porque a escolha era limitadíssima, mas não me arrependi nadinha. É inspirado nas técnicas de pilates, com exercícios de fortalecimento do core, adaptados ao treino necessário para a dança do ventre: "Bellydance core fitness with Aubre" (em Inglês). Há um tempo atrás, inspirada pelos posts e comentários da Papoila, pesquisei sobre Pilates e fiquei interessadíssima. Não é bem o tipo de exercício que me inspira mais, confesso. Mas achei que as vantagens eram inegáveis e que valia bem a pena experimentar. Os preços das aulas por aqui são demasiado elevados para o meu bolso actual então encomendei um DVD de Pilates para iniciados. Depois conto o que achei. Encomendei outro pela net de cardiofitness. Vamos ver o que sai dali...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Custou, mas foi ;)

Os últimos dias têm sido muito corridos, pelo que tenho tudo em atraso por aqui e não só. rs Não estranhem a ausência de comentários. Não tarda coloco tudo em dia. Estou com pressa, portanto e só para não deixar aqui o tasco ao abandono, sai um post mais para o telegráfico. Para variar. rss

Depois de uns trambolhões, algum desânimo e uma dificuldade imensa em voltar à ordem, eis que as coisas começaram a entrar nos eixos. A semana passada fui progredindo lentamente, sempre a lutar contra a vontade de abandalhar a coisa. Os últimos dias foram perfeitos. ;) Segunda-feira voltei ao vídeo de localizada e guess what? Já o faço todinho de uma ponta à outra! :))) Com esforço e a suar as estopinhas, mas faço. ;) Eu aqui a pensar que após a paragem tinha regredido imenso e nop, o que me relembrou que o esforço compensa e que, pouco a pouco, as melhorias na condição física são inegáveis. Só por causa disso repeti a dose no dia a seguir. rs E hoje pretendo seguir o mesmo caminho. A continuar assim , em breve, terei bons resultados também na balança. Pelo menos, assim o espero.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Iogurte de soja caseiro

Experimentei fazer o iogurte de soja em casa. Usei a receita de iogurte da Zá. Como não sabia se resultava com leite de soja, fiz apenas um litro para um iogurte. Utilizei um leite de soja sem açúcar da Alpro e um iogurte/sobremesa de soja do pingo doce que tem lactobacilus. De resto, segui a receita e é realmente prática. Esqueci-me daquilo esta manhã, pelo que ficou umas 14 h embrulhado no forno. rss Mas resultou bem na mesma. :) O lanchinho vai ser iogurte com maçã picada, flocos de centeio e canela. ;) Agora só falta experimentar a receita de leite de soja da Taty. Et voilá, iogurte bem mais económico e saudável, sem o montão de açúcar dos de compra.

Nota: Podem ver as dicas da Zá para colocar a receitinha em prática aqui.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Hora de reorganizar

Quais compras!? Pois..a intenção era essa. Mas em vez de rumarmos ao hiper rumámos ao restaurante. rs Até nem me portei mal com o prato principal (vitela grelhada), mas estiquei-me na quantidade de sobremesa roubada ao gajo e lá foi mais uma cerveja. Ando tótó , bem sei. Para afastar qualquer tipo de culpa, entenda-se, não me apetecia pensar nem me sentir culpada, é mais isso, lá pensei em saltar para a elíptica mais tarde. Mas, depois, saltar com o gajo pareceu mais engraçado, se é que me entendem. rss

Hoje, já tinha metido na cabeça que ia voltar à rotina. Engraçado, sempre achei uma expressão de arrepiar: ro-ti-na. Tipo algo a evitar a todo o custo, que me entediava de morte. Agora, sabe-me bem boa parte dos dias. Sinto-lhe a falta. Organiza-me. Estava decidida a reorganizar as coisas por aqui, a sair para fazer as ditas compras e a fazer uma longa caminhada sem horários e só com os meus botões. Mais do que para fazer exercício, para usar desse tempo comigo mesma, para relaxar e recolocar as ideias em ordem. E bem preciso. De recolocar as coisas nos sitios certos. Ando impossível. Até me custa adormecer. Eu que sou daquelas almas que dorme que nem pedra na maioria das vezes, aconteça o que acontecer. Ontem levantei-me às 2h da manhã, cheia de sono, mas sem conseguir dormir e andei por aqui noite fora. Em parte, ando a sofrer por antecipação que é uma coisa que me tira do sério. Coisa mais estúpida. Entre outras coisas, a cabeça em datas de Outubro que sei que vão ser dose, mas, caramba, já bem basta o stresse e a neura que vou estar nessa altura. Precisava de começar a stressar antes de tempo?! Enfim... Para além do mais, estou com montanhas de coisas em atraso e vou ter que trabalhar com afinco nestes próximos tempos, mas, acima de tudo, vou-me dedicar a mim mesma esta semana. Hora de medidas drásticas. Hora de parar de fugir e de me voltar a centrar nas coisas que importam. Hora de me cuidar.

Claro que hoje já me lixaram o esquema todo. O gajo esqueceu-se de me dizer que a irmã vem cá jantar. Eu gosto dela e fico contente por nos vir visitar. Mas, raios, custava ter dito ontem?! Tinha organizado as coisas de forma diferente e tinha o final da tarde para mim e para a volta a pé que me apetecia dar. Agora é mais sair para as compras e preparar o jantar. Grrr. Homens! O que me consola é que ele também não vai ter o final de tarde que pensava. Vai mesmo aspirar a casa e tratar da roupa que está na corda, que se lixa. Sou má, eu sei. Mas consola-me. rss

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Enfim, em casa

Só para dizer que está tudo bem. Sai um post meio atabalhoado, porque estou de corrida para tratar das compras. rs Volto mais tarde, com mais calma, para colocar as visitas em dia. Regressei esta madrugada a Lisboa, à mi casita e com meu gajito. :)))) Estava a sentir-lhes a falta. Da net também. Primeiro, não tinha tempo. Depois, ficámos sem a ligação à telepac. Grrrrr Já sabem como é, envio de técnicos só em dias úteis e passam logo a questão para a semana seguinte.

A minha mãe regressou a casa a meio da semana. Já está benzita, embora tenha que vigiar o fígado uns tempos. Tudo por causa de um raio de uma carraça que a mordeu. Passei a semana num corropio entre horas no hospital e uma montanha de tarefas em casa. Percebi que quando for grande (rs) não quero ter uma vivenda, muito menos grande, com jardim e piscina, a não ser que tenha dinheiro para pagar a quem trate de tudo. Arre! É que naquela casa não se pára. Principalmente, depois de umas semanas de descuido. Primeiro, com os meus pais fora e depois com a minha mãe doente. O meu pai, coitado, até se esforçou e foi cuidando do básico: tratar dos cães, fazer refeições, tratar das compras, arrumar a cozinha, etc. Mas não se pode exigir mais de alguém que trabalha às 12 horas e mais por dia e, ainda arranjava forma de dar umas escapadelas para ver a minha mãe e cuidar dela quando estava em casa e, depois, tentava passar o máximo de tempo possivel no hospital. Enfim, foi uma lufa lufa a cada manhã, tardes passadas no hospital, o meu pai que ia ter connosco mais tarde, a chegarmos perto das 21h para jantar e coisas para fazer depois. O meu irmão fora, de férias. O gajo da casa em Lisboa, por causa do trabalho. Os meus bébés (os meus gatos que vão comigo para todo o lado) a exigir mimo e as atenções roubadas. Os cães carentes, sem a dona, com ar de cachorrinhos abandonados.

Quando ela regressou a casa passei a ter mais tempo para as tarefas domésticas, mas a ter que andar atrás dela que tem a mania que pode tudo e que já tinha que voltar às rotinas de trabalho habituais. Ufff. Antes assim, claro. rs Foram dias passados a limpar a casa enorme, a tratar da roupa, a cortar relva, a apanhar folhas das árvores, a limpar os espaços dos cães, a arrancar ervas daninhas e o raio que parta. Até gosto das tarefas ao ar livre. Acho graça. Sempre vivi em cidade e em apartamentos. Há 4 ou 5 anos os meus pais mudaram-se para uma zona mais calma, para a vivenda e aquilo sabe-me bem. Relaxa-me andar por ali de botins, com a mão na terra e a fazer coisas que nunca tinha feito antes. Mas, desta vez, não achei graça. Confesso. Era um "tem que ser" a toda a hora. Já andava neura e ainda mais neura fiquei. Nem os jogos de bola com o cão grandão e doidão me animaram como é habitual. Também foram, muitas vezes, um "tem que ser". Ele andava tão tristonho, com saudades da dona e com menos atenções do que o habitual, que o dono também não tinha tempo. Eu não suporto vê-lo de focinho caído, com ar de cachorrinho abandonado. A cadela andava carente também, mas não fica tão infeliz. É mais independente. Encontrei-a já bem adulta, abandonada e levei-a para casa. É uma mimalhona fofa, mas tolera melhor as ausências. Ele foi criado ali desde bebé e é muito dependente. Lá tive que arranjar tempo para as sessões diárias com a bola. Nunca vi um cão com tamanha paixão por jogos de bola. ;) Anda sempre com a bola de estimação atrás. rss Uns dias a jogar à bola e acho que já nem se lembrava da dona. rss Logo que me via era uma alegria só.

E agora, o que importa para aqui. A minha alimentação nas refeições não fugiu do habitual: grelhados, saladas, sopinhas, etc. Fora das refeições fiz vários disparates. Quase todos com queijo e ainda palmei umas bolachitas de aveia. Escusado será dizer que tenho N manchas pelo corpo e estou inchada. No fim-de-semana ainda bebi whisky e uma cerveja. Se houve estragos no peso, não sei. Estou menstruada e vou-me pesar depois. Não será nada por aí além. Mas é significativo porque devia estar a perder, não a aumentar e não fiz nadinha por isso. Não quis saber. Não me interessei minimamente. O estrago só não terá sido tremendo porque há coisas que já entraram na rotina e a alimentação que faço nas refeições principais é uma delas. Já escolho o que como e defino as quantidades sem pensar muito. Agora, os lanches nocturnos são o meu calcanhar de Aquiles, como sabem. Aí tenho que estar sempre vigilante para me saber conter. E não estive. Não comi desalmadamente, mas comi o que não devia. Da minha experiência, sei que, para além de inchar que nem bruta, tendo a engordar com a maior das facilidades sempre que entra trigo e lacticínios na alimentação. Quanto a exercício, não fiz nada. Não se pode dizer que tenha tido uma vida muito sedentária, como podem imaginar pelo que escrevi acima. Mas não tive grande tempo e tive menos paciência ainda. Pensei em dar uns mergulhos pela manhã, também numa de me ajudar a relaxar, mas o raio da piscina estava uma imundíce e não consegui limpá-la de semana. O gajo da casa chegou na madrugada de Sábado e tratou disso. Mas depois preferi ficar a matar saudades nessa noite e dormir até tarde no Domingo do que saltar para a piscina. Até porque o tempo também esteve ranhoso, o que exige logo disciplina redobrada. E eu não estava com nenhuma.

domingo, 17 de agosto de 2008

Post atribulado

Estava aqui a escrever um post meio tristonho, mas os deuses lá em cima devem ter achado que a gaja aqui não está a bater bem. Há tons que não combinam muito com este blogue. E eu até concordo. Sempre gostei mais de o sentir como um espaço que me ajuda a descontrair e a relativizar as coisas, mesmo as mais chatas. Daí que a boa dispoição seja mais habitual.

Dizia eu que os últimos tempos não têm sido fáceis, avizinha-se um período algo complicado da minha vida e, como se não bastasse, a minha mãe adoeceu e foi internada com uma infecção que lhe apanhou os rins e fígado. Lá se foi o regresso à rotina de que falava no post anterior. Vim de armas e bagagens para casa dos meus pais, para uma outra cidade. O trabalho veio atrás. Mas ainda não lhe toquei. A ver se Segunda-feira me começo a agarrar àquela coisa muito a sério. A mammy está melhor. Muito melhor. Mas só descanso com ela aqui. Longe do hospital e pertinho de nós.

Agora o que respeita ao tema aqui do blogue: as tentações p'rá engorda e p'ró disparate são imensas. Desde o queijinho e docinhos vários, à pizza feita pelo pai. Aiiiiiiiii!! O problema não são as tentações, claro. A essas estou habituada e não me costumam fazer grande diferença. Não o suficiente para alterar o rumo estabelecido. Mas agora fazem. Fazem imensa diferença. O problema sou eu. Estou permeável às tentações. Até percebo porquê. Não me apetece pensar. Não me apetece nada. Mas tem que ser. Hora de retomar o blogue. Com pouco tempo ou não, mas vou deixando aqui o registo que, num processo de mim para mim, me obriga a gerir e a digerir. O registo que me faz reencontrar-vos também. Essa é a parte mais engraçada e que faz deste mundo dos blogues um lugar de encontros e partilhas. Desse lado tenho saudades. Sinto-lhe a(s) falta(s). Do outro que me leva ao encontro de mim mesma, não. Mas tem que ser.

Agora a parte com graça. Estava aqui num escreve-apaga nada comum em mim. Costuma ser mais do estilo de chega-aqui-e-desbobina-e-pronto-já-está. rs Mas hoje a coisa tende a sair num tom mais p'ró melodramático que até a mim faz comichão. Vai daí aparece o pai com um garrafão de água na mão e pergunta-me o que fazia aquilo em cima da mesa da cozinha. Respondo sem perceber muito bem o teor da questão. Quando me pergunta onde tinha ido buscar aquilo, lá me viro para o lado e, em tom de enfado, remeto a questão ao gajo lá da casa que, na sua santa ignorância, desencantou o garrafão quando lhe pedi o favor de me ir buscar água. Nem queria acreditar na resposta!!!! Eis que fica clara a questão paterna: Aqui a gaja, no lugar de águinha do luso, bebeu litros, LITROS de água do desumidificador. Isso mesmo. A água que resulta do trabalhinho do desumidificador e que a minha mãe guarda para o ferro de engomar. ehehehe Pode?!! Estas coisas só acontecem comigo. A sério. rsss Já para não falar que estamos no Verão...o desumidificador não tem tido grande trabalho...aquela água tem meses!!! Há telha que resista??? Não dá, né?. Rimos que nem perdidos. E lá voltei a apagar o post. Agora o melhor é nem reler ou este ainda marcha também. ;)

Vou dedicar os bocados livres dos próximos dias (atribulados) a colocar as visitas em dia. Deserta para saber as novidades. ;)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Regresso em câmara lenta

Estive um tempito com uma amiga que estava a precisar de uma mãozita, mas já estou de volta à minha casita e ao mundo on-line. ;) Estou atrapalhadíssima com o trabalho que ficou para trás. Portanto, voltarei ao blogue na próxima semana. Estou desejosa para saber as novidades, mas as visitas vão ter mesmo que ficar para depois e ser mais em câmara lenta mesmo. Ou isso ou no mês que vem levo uma corrida da minha orientadora. rs

Portei-me indecentemente estes dias. Não fiz um caracol, ando estupidamente ansiosa por motivos justificados e foram vários os momentos em que me vinguei numa fatia de queijo ou uma bolachita que, como sabem, é sempre uma coisa muito inteligente a fazer. Inchei que nem bruta, entre outras coisas, como acontece sempre que entra trigo, lacticínios e outros mimos na alimentação. Entretanto, não sei se já desinchei tudo, mas a balança marca mais um kg e a régua vai voltar aos 19 kg lost. Enfim, cheguei a um daqueles momentos em que preciso de rever comigo mesma a minha relação com os alimentos que me fazem mal. Fui a uma festa de aniversário e cometi a imbecilidade de me esquecer do farnel em casa. A dada altura estava morta de fome e frustradíssima a olhar para mesas recheadas de tudo e mais qualquer coisa e nem um alimento que eu pudesse comer. Uns porque tinham trigo, outros porque tinham leite ou natas, outros porque tinham batata, outros porque tinham milho. Acabei por comer croquetes e um pastel de bacalhau, que feitas as contas era o que criava menos estragos. Também havia coisinhas mais light como queijos frescos, por exemplo. Mas cujo efeito em mim seria bem pior. Portanto,a escolha nada teve a ver com dietas. Provei uma colher de chá de 3 ou 4 doces que o gajo da casa comeu. Ainda assim, inchei que nem bruta, entre outras coisas. De um dia para o outro, pesei mais 5 kgs. Tive que esperar desinchar para me voltar a pesar.

Já me cansa esta conversa. Mas a verdade é que regredi. Nem me refiro ao peso. Esse vem, mas também se vai. Refiro-me à minha relação com esta coisa das intolerâncias. Voltei à fase do cansaço e da frustração. Não estou a lidar nada bem com as refeições fora. Por 2 ou 3 vezes, saídas para compras durante o dia prolongaram-se por umas horas a mais do que esperava e aqueles momentos em que tudo parou para lanchar no café incomodaram-me de sobremaneira. São aqueles sitios em que até podia estar magra que nem um palito e não haveria nada que eu pudesse comer. Esta ideia de não ser algo temporário, mas definitivo é que me lixa. Enfim, acho que preciso mesmo da minha rotina de volta, de parar para reflectir e resolver isto comigo mesma. Mais uma vez.

Beijinhos