Rumo ao Alvo (Inicio: Março 2008)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Iogurte de soja caseiro

Experimentei fazer o iogurte de soja em casa. Usei a receita de iogurte da Zá. Como não sabia se resultava com leite de soja, fiz apenas um litro para um iogurte. Utilizei um leite de soja sem açúcar da Alpro e um iogurte/sobremesa de soja do pingo doce que tem lactobacilus. De resto, segui a receita e é realmente prática. Esqueci-me daquilo esta manhã, pelo que ficou umas 14 h embrulhado no forno. rss Mas resultou bem na mesma. :) O lanchinho vai ser iogurte com maçã picada, flocos de centeio e canela. ;) Agora só falta experimentar a receita de leite de soja da Taty. Et voilá, iogurte bem mais económico e saudável, sem o montão de açúcar dos de compra.

Nota: Podem ver as dicas da Zá para colocar a receitinha em prática aqui.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Hora de reorganizar

Quais compras!? Pois..a intenção era essa. Mas em vez de rumarmos ao hiper rumámos ao restaurante. rs Até nem me portei mal com o prato principal (vitela grelhada), mas estiquei-me na quantidade de sobremesa roubada ao gajo e lá foi mais uma cerveja. Ando tótó , bem sei. Para afastar qualquer tipo de culpa, entenda-se, não me apetecia pensar nem me sentir culpada, é mais isso, lá pensei em saltar para a elíptica mais tarde. Mas, depois, saltar com o gajo pareceu mais engraçado, se é que me entendem. rss

Hoje, já tinha metido na cabeça que ia voltar à rotina. Engraçado, sempre achei uma expressão de arrepiar: ro-ti-na. Tipo algo a evitar a todo o custo, que me entediava de morte. Agora, sabe-me bem boa parte dos dias. Sinto-lhe a falta. Organiza-me. Estava decidida a reorganizar as coisas por aqui, a sair para fazer as ditas compras e a fazer uma longa caminhada sem horários e só com os meus botões. Mais do que para fazer exercício, para usar desse tempo comigo mesma, para relaxar e recolocar as ideias em ordem. E bem preciso. De recolocar as coisas nos sitios certos. Ando impossível. Até me custa adormecer. Eu que sou daquelas almas que dorme que nem pedra na maioria das vezes, aconteça o que acontecer. Ontem levantei-me às 2h da manhã, cheia de sono, mas sem conseguir dormir e andei por aqui noite fora. Em parte, ando a sofrer por antecipação que é uma coisa que me tira do sério. Coisa mais estúpida. Entre outras coisas, a cabeça em datas de Outubro que sei que vão ser dose, mas, caramba, já bem basta o stresse e a neura que vou estar nessa altura. Precisava de começar a stressar antes de tempo?! Enfim... Para além do mais, estou com montanhas de coisas em atraso e vou ter que trabalhar com afinco nestes próximos tempos, mas, acima de tudo, vou-me dedicar a mim mesma esta semana. Hora de medidas drásticas. Hora de parar de fugir e de me voltar a centrar nas coisas que importam. Hora de me cuidar.

Claro que hoje já me lixaram o esquema todo. O gajo esqueceu-se de me dizer que a irmã vem cá jantar. Eu gosto dela e fico contente por nos vir visitar. Mas, raios, custava ter dito ontem?! Tinha organizado as coisas de forma diferente e tinha o final da tarde para mim e para a volta a pé que me apetecia dar. Agora é mais sair para as compras e preparar o jantar. Grrr. Homens! O que me consola é que ele também não vai ter o final de tarde que pensava. Vai mesmo aspirar a casa e tratar da roupa que está na corda, que se lixa. Sou má, eu sei. Mas consola-me. rss

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Enfim, em casa

Só para dizer que está tudo bem. Sai um post meio atabalhoado, porque estou de corrida para tratar das compras. rs Volto mais tarde, com mais calma, para colocar as visitas em dia. Regressei esta madrugada a Lisboa, à mi casita e com meu gajito. :)))) Estava a sentir-lhes a falta. Da net também. Primeiro, não tinha tempo. Depois, ficámos sem a ligação à telepac. Grrrrr Já sabem como é, envio de técnicos só em dias úteis e passam logo a questão para a semana seguinte.

A minha mãe regressou a casa a meio da semana. Já está benzita, embora tenha que vigiar o fígado uns tempos. Tudo por causa de um raio de uma carraça que a mordeu. Passei a semana num corropio entre horas no hospital e uma montanha de tarefas em casa. Percebi que quando for grande (rs) não quero ter uma vivenda, muito menos grande, com jardim e piscina, a não ser que tenha dinheiro para pagar a quem trate de tudo. Arre! É que naquela casa não se pára. Principalmente, depois de umas semanas de descuido. Primeiro, com os meus pais fora e depois com a minha mãe doente. O meu pai, coitado, até se esforçou e foi cuidando do básico: tratar dos cães, fazer refeições, tratar das compras, arrumar a cozinha, etc. Mas não se pode exigir mais de alguém que trabalha às 12 horas e mais por dia e, ainda arranjava forma de dar umas escapadelas para ver a minha mãe e cuidar dela quando estava em casa e, depois, tentava passar o máximo de tempo possivel no hospital. Enfim, foi uma lufa lufa a cada manhã, tardes passadas no hospital, o meu pai que ia ter connosco mais tarde, a chegarmos perto das 21h para jantar e coisas para fazer depois. O meu irmão fora, de férias. O gajo da casa em Lisboa, por causa do trabalho. Os meus bébés (os meus gatos que vão comigo para todo o lado) a exigir mimo e as atenções roubadas. Os cães carentes, sem a dona, com ar de cachorrinhos abandonados.

Quando ela regressou a casa passei a ter mais tempo para as tarefas domésticas, mas a ter que andar atrás dela que tem a mania que pode tudo e que já tinha que voltar às rotinas de trabalho habituais. Ufff. Antes assim, claro. rs Foram dias passados a limpar a casa enorme, a tratar da roupa, a cortar relva, a apanhar folhas das árvores, a limpar os espaços dos cães, a arrancar ervas daninhas e o raio que parta. Até gosto das tarefas ao ar livre. Acho graça. Sempre vivi em cidade e em apartamentos. Há 4 ou 5 anos os meus pais mudaram-se para uma zona mais calma, para a vivenda e aquilo sabe-me bem. Relaxa-me andar por ali de botins, com a mão na terra e a fazer coisas que nunca tinha feito antes. Mas, desta vez, não achei graça. Confesso. Era um "tem que ser" a toda a hora. Já andava neura e ainda mais neura fiquei. Nem os jogos de bola com o cão grandão e doidão me animaram como é habitual. Também foram, muitas vezes, um "tem que ser". Ele andava tão tristonho, com saudades da dona e com menos atenções do que o habitual, que o dono também não tinha tempo. Eu não suporto vê-lo de focinho caído, com ar de cachorrinho abandonado. A cadela andava carente também, mas não fica tão infeliz. É mais independente. Encontrei-a já bem adulta, abandonada e levei-a para casa. É uma mimalhona fofa, mas tolera melhor as ausências. Ele foi criado ali desde bebé e é muito dependente. Lá tive que arranjar tempo para as sessões diárias com a bola. Nunca vi um cão com tamanha paixão por jogos de bola. ;) Anda sempre com a bola de estimação atrás. rss Uns dias a jogar à bola e acho que já nem se lembrava da dona. rss Logo que me via era uma alegria só.

E agora, o que importa para aqui. A minha alimentação nas refeições não fugiu do habitual: grelhados, saladas, sopinhas, etc. Fora das refeições fiz vários disparates. Quase todos com queijo e ainda palmei umas bolachitas de aveia. Escusado será dizer que tenho N manchas pelo corpo e estou inchada. No fim-de-semana ainda bebi whisky e uma cerveja. Se houve estragos no peso, não sei. Estou menstruada e vou-me pesar depois. Não será nada por aí além. Mas é significativo porque devia estar a perder, não a aumentar e não fiz nadinha por isso. Não quis saber. Não me interessei minimamente. O estrago só não terá sido tremendo porque há coisas que já entraram na rotina e a alimentação que faço nas refeições principais é uma delas. Já escolho o que como e defino as quantidades sem pensar muito. Agora, os lanches nocturnos são o meu calcanhar de Aquiles, como sabem. Aí tenho que estar sempre vigilante para me saber conter. E não estive. Não comi desalmadamente, mas comi o que não devia. Da minha experiência, sei que, para além de inchar que nem bruta, tendo a engordar com a maior das facilidades sempre que entra trigo e lacticínios na alimentação. Quanto a exercício, não fiz nada. Não se pode dizer que tenha tido uma vida muito sedentária, como podem imaginar pelo que escrevi acima. Mas não tive grande tempo e tive menos paciência ainda. Pensei em dar uns mergulhos pela manhã, também numa de me ajudar a relaxar, mas o raio da piscina estava uma imundíce e não consegui limpá-la de semana. O gajo da casa chegou na madrugada de Sábado e tratou disso. Mas depois preferi ficar a matar saudades nessa noite e dormir até tarde no Domingo do que saltar para a piscina. Até porque o tempo também esteve ranhoso, o que exige logo disciplina redobrada. E eu não estava com nenhuma.

domingo, 17 de agosto de 2008

Post atribulado

Estava aqui a escrever um post meio tristonho, mas os deuses lá em cima devem ter achado que a gaja aqui não está a bater bem. Há tons que não combinam muito com este blogue. E eu até concordo. Sempre gostei mais de o sentir como um espaço que me ajuda a descontrair e a relativizar as coisas, mesmo as mais chatas. Daí que a boa dispoição seja mais habitual.

Dizia eu que os últimos tempos não têm sido fáceis, avizinha-se um período algo complicado da minha vida e, como se não bastasse, a minha mãe adoeceu e foi internada com uma infecção que lhe apanhou os rins e fígado. Lá se foi o regresso à rotina de que falava no post anterior. Vim de armas e bagagens para casa dos meus pais, para uma outra cidade. O trabalho veio atrás. Mas ainda não lhe toquei. A ver se Segunda-feira me começo a agarrar àquela coisa muito a sério. A mammy está melhor. Muito melhor. Mas só descanso com ela aqui. Longe do hospital e pertinho de nós.

Agora o que respeita ao tema aqui do blogue: as tentações p'rá engorda e p'ró disparate são imensas. Desde o queijinho e docinhos vários, à pizza feita pelo pai. Aiiiiiiiii!! O problema não são as tentações, claro. A essas estou habituada e não me costumam fazer grande diferença. Não o suficiente para alterar o rumo estabelecido. Mas agora fazem. Fazem imensa diferença. O problema sou eu. Estou permeável às tentações. Até percebo porquê. Não me apetece pensar. Não me apetece nada. Mas tem que ser. Hora de retomar o blogue. Com pouco tempo ou não, mas vou deixando aqui o registo que, num processo de mim para mim, me obriga a gerir e a digerir. O registo que me faz reencontrar-vos também. Essa é a parte mais engraçada e que faz deste mundo dos blogues um lugar de encontros e partilhas. Desse lado tenho saudades. Sinto-lhe a(s) falta(s). Do outro que me leva ao encontro de mim mesma, não. Mas tem que ser.

Agora a parte com graça. Estava aqui num escreve-apaga nada comum em mim. Costuma ser mais do estilo de chega-aqui-e-desbobina-e-pronto-já-está. rs Mas hoje a coisa tende a sair num tom mais p'ró melodramático que até a mim faz comichão. Vai daí aparece o pai com um garrafão de água na mão e pergunta-me o que fazia aquilo em cima da mesa da cozinha. Respondo sem perceber muito bem o teor da questão. Quando me pergunta onde tinha ido buscar aquilo, lá me viro para o lado e, em tom de enfado, remeto a questão ao gajo lá da casa que, na sua santa ignorância, desencantou o garrafão quando lhe pedi o favor de me ir buscar água. Nem queria acreditar na resposta!!!! Eis que fica clara a questão paterna: Aqui a gaja, no lugar de águinha do luso, bebeu litros, LITROS de água do desumidificador. Isso mesmo. A água que resulta do trabalhinho do desumidificador e que a minha mãe guarda para o ferro de engomar. ehehehe Pode?!! Estas coisas só acontecem comigo. A sério. rsss Já para não falar que estamos no Verão...o desumidificador não tem tido grande trabalho...aquela água tem meses!!! Há telha que resista??? Não dá, né?. Rimos que nem perdidos. E lá voltei a apagar o post. Agora o melhor é nem reler ou este ainda marcha também. ;)

Vou dedicar os bocados livres dos próximos dias (atribulados) a colocar as visitas em dia. Deserta para saber as novidades. ;)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Regresso em câmara lenta

Estive um tempito com uma amiga que estava a precisar de uma mãozita, mas já estou de volta à minha casita e ao mundo on-line. ;) Estou atrapalhadíssima com o trabalho que ficou para trás. Portanto, voltarei ao blogue na próxima semana. Estou desejosa para saber as novidades, mas as visitas vão ter mesmo que ficar para depois e ser mais em câmara lenta mesmo. Ou isso ou no mês que vem levo uma corrida da minha orientadora. rs

Portei-me indecentemente estes dias. Não fiz um caracol, ando estupidamente ansiosa por motivos justificados e foram vários os momentos em que me vinguei numa fatia de queijo ou uma bolachita que, como sabem, é sempre uma coisa muito inteligente a fazer. Inchei que nem bruta, entre outras coisas, como acontece sempre que entra trigo, lacticínios e outros mimos na alimentação. Entretanto, não sei se já desinchei tudo, mas a balança marca mais um kg e a régua vai voltar aos 19 kg lost. Enfim, cheguei a um daqueles momentos em que preciso de rever comigo mesma a minha relação com os alimentos que me fazem mal. Fui a uma festa de aniversário e cometi a imbecilidade de me esquecer do farnel em casa. A dada altura estava morta de fome e frustradíssima a olhar para mesas recheadas de tudo e mais qualquer coisa e nem um alimento que eu pudesse comer. Uns porque tinham trigo, outros porque tinham leite ou natas, outros porque tinham batata, outros porque tinham milho. Acabei por comer croquetes e um pastel de bacalhau, que feitas as contas era o que criava menos estragos. Também havia coisinhas mais light como queijos frescos, por exemplo. Mas cujo efeito em mim seria bem pior. Portanto,a escolha nada teve a ver com dietas. Provei uma colher de chá de 3 ou 4 doces que o gajo da casa comeu. Ainda assim, inchei que nem bruta, entre outras coisas. De um dia para o outro, pesei mais 5 kgs. Tive que esperar desinchar para me voltar a pesar.

Já me cansa esta conversa. Mas a verdade é que regredi. Nem me refiro ao peso. Esse vem, mas também se vai. Refiro-me à minha relação com esta coisa das intolerâncias. Voltei à fase do cansaço e da frustração. Não estou a lidar nada bem com as refeições fora. Por 2 ou 3 vezes, saídas para compras durante o dia prolongaram-se por umas horas a mais do que esperava e aqueles momentos em que tudo parou para lanchar no café incomodaram-me de sobremaneira. São aqueles sitios em que até podia estar magra que nem um palito e não haveria nada que eu pudesse comer. Esta ideia de não ser algo temporário, mas definitivo é que me lixa. Enfim, acho que preciso mesmo da minha rotina de volta, de parar para reflectir e resolver isto comigo mesma. Mais uma vez.

Beijinhos

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mini-férias!!!!!!!!!!!

De saída para um fim-de-semana prolongado. No geral, conto portar-me bem no que respeita à alimentação. Vou abrir uma excepção qualquer, que ainda tenho que decidir qual (ou quais), no Domingo, data de uma festa de aniversário imperdível. :))))))) Quanto a exercício, duvido que vá caminhar, espero por este fim-de-semana há muitos meses e não quero perder pitada dos planos com amigos e família. Seja como for, um dos meus irmãos mais novos (um cão grandão, doidão e lindão! ) faz-me sempre suar as estopinhas. Logo que me vê, após a agitação e festarola dos primeiros segundos, corre para ir buscar a bola. E pensam quê? Que eu mando a bola e o gajo vai buscar?
Náaa. A brincadeira predilecta implica fintas e muita correria, a ver quem ganha a bola. rsss

Para além do mais, a casa tem piscina e conto nadar, nadar e nadar! :)) Até vou ignorar que vi que a meteorologia anunciava chuva para os próximos dias na zona centro do país...grrrrrr Fingi que nem vi! Humpfff! Era só o que faltava! Oh pá, anda aqui uma gaja há tantas semanas em contagem decrescente, a sonhar com uns dias escarrapachada ao sol...O S. Pedro não ia ser tão mauzinho, pois não?

Beijocas a todas! :)

domingo, 27 de julho de 2008

A recompensa chegou

By the way, esqueci-me de mexer a réguinha: 20 kg lost. :))))

sábado, 26 de julho de 2008

Avaliar métodos e erros - procurando equilíbrio(s)

A Flávia e a Crazy Cat Lady deixaram comentários que levantam questões interessantes de ponderar. A Flávia quando diz que ultrapassar os limites é prestar um de-serviço ao nosso corpo. Não podia estar mais de acordo. Uma coisa é trabalhar para irmos aprendendo a reconhecer os nossos limites, tentando pouco a pouco superá-los, outra é ultrapassá-los com todos os riscos que isso implica. Quando temos uma vida muito sedentária e passamos a exercitarmo-nos isso requer um esforço acrescido ao nosso sistema cardiovascular, articulações, etc. Com peso a mais então, esse esforço é consideravelmente aumentado. Passar do 8 ao 80 é um risco grande para a saúde e comporta também um risco acrescido de sofrer lesões. Sendo que o 80 deve ser avaliado em função da condição física de cada um. Começar com uma hora de uma aula de aeróbica pode ter sido razoável após uma fase em que não pratiquei desporto, mas caminhava muito diariamente e tinha um IMC normal (já para não falar que tinha outra idade). Em Março, com 91,4 kg, sendo que o exercício anterior era levantar o rabo da cadeira até ao estacionamento em frente, essa mesma aula seria excessiva. Claro que eu tenho que ser muitíssimo mais cuidadosa que a maioria pelos problemas associados a lesões antigas. Mas iniciar com moderação e equilíbrio, avaliando a condição fisíca do momento e respeitando os limites é válido para todos. Dar tempo ao organismo para recuperar do esforço e poder voltar à carga, idem.

A Crazy Cat Lady fala noutra questão: actividades aeróbicas como caminhar ou jogging são um bom exercício para a parte inferior do corpo. Na verdade, já noto diferenças nas pernas e nádegas, apesar do muito (mesmo!) que ainda falta. A questão foi mais sentir a necessidade de trabalhar também abdominais, peitorais, bíceps, triceps, etc. Sendo que a parte inferior do corpo também vai beneficiar muito com a introdução de outros exercícios. Mas o mais interessante foi a referência aos resultados quando os exercícios aeróbicos são mal conduzidos. Muita gente convicta de que vai emagrecer mais rápido exagera logo na dose ou prossegue com uma alimentação muito restritiva para o grau de actividade que está a ter. Resultado: perda de massa magra. Acho que vale a pena pensar nisto e nas implicações da perda de massa magra quando queremos emagrecer de verdade e de vez. Emagrecer é muito mais do que perder peso: é perder gordura.

Quando olho para trás, revejo a minha vida e tento perceber os métodos que utilizava para manter um peso minimamente normal, percebo que cometi erros atrás de erros. Não foi à toa que passei anos em sanfonas que começaram com 5 ou 6 kgs. De cada vez, ganhei de brinde 1 kg ou 2. Por fim, já não tinha 5 ou 6 a perder, tinha 10. Nem tenho dúvidas de que isso contribuíu muito quando, mais tarde, com um metabolismo ainda mais alterado com problemas de saúde e com uma lesão que me fez passar a uma vida mais sedentária, engordei brutalmente em tempo record. Isso e todos os maus hábitos que nunca quebrei. Aumentava o peso passava a restringir a alimentação e a exercitar mais. Ao fim de um tempo no peso certo começava a relaxar. Claro. Ninguém sustenta disciplina a mais por muito tempo. As questões essenciais como aprender a alimentar-me com equilibrio e sempre, a criar metas de perda de peso mais lentas e seguras, a exercitar-me de forma adequada, a não descarregar ansiedades em quantidades anormais de queijo, a não petiscar nos intervalos das refeições (etc.), nunca as aprendi. As teorias até as conhecia, mas borrifava-me. O importante era voltar ao peso certo em tempo record, depois preocupava-me com o resto... É pela consciência de tanta tolice que fiz que, volta e meia, volto a estas questões. Nas voltas por aí, percebo que, hoje em dia, com tanta informação que existe, com acesso muito mais fácil à mesma e com tantos exemplos, quer errados quer certos, os mesmos erros persistem. Até em doses bem mais exageradas. Eu até entendo que há coisas que temos mesmo que sentir na pele para perceber, apesar de ser adepta da velha máxima de que não temos tempo na vida para cometer todos os erros, portanto devemos aprender também com os erros dos outros. Mas, convinhamos, boa parte das pessoas com excesso de peso já viveu todas estas asneiras na pele. Faz sentido persistir nos mesmo métodos? Se tivessem resultado não estariamos aqui, não é?

Adaptação à actividade física

No post anterior esqueci-me de esclarecer algo que me parece importante. Não decidi fazer metade e 1/3 das repetições ou adaptar os exercícios por me estar a ser difícil acompanhar o vídeo. Revi-o antes, reflecti o que me parecia a melhor forma e antecipei o que e como ia fazer. Como não conheço bem os limites actuais do meu corpo, já que as referências mais claras que tenho são de há anos com outra forma física e com um peso inferior, decidi logo usar de toda a precaução e que pararia se me sentisse demasiado cansada ou algum tipo de dor. Mesmo as caminhadas, comecei no inicio de Março e os primeiros dias resumiram-se a 1 volta ou 2 no quarteirão. Comecei por subir 3 ou 4 andares de escadas e fui aumentando até subir os 10 andares. Vinha de uma vida absolutamente sedentária, com muito peso a mais, dores nas articulações e zona lombar quando estava muito tempo em pé. Tinha que começar com muita calma. Com a elíptica idem. Apesar das minhas baldices, de não ter a constância nem o empenho necessários para melhorar a minha condição física tanto quanto tinha planeado ou gostaria, fui evoluindo alguma coisa e aumentando o tempo nas caminhadas e na elíptica. Menos regularmente, é certo, fazia abdominais, alongamentos, etc. Isto é, fui preparando o caminho que me permitiu acelerar com alguma segurança nas últimas semanas. Também perdi muito peso, o que fez logo uma diferença imensa.

Voltando ao dia do vídeo, fui caminhar nesse dia, mas antecipei um percurso bem mais soft e com menos de metade dos kms dos definidos para os dias anteriores. Resultou bem porque no dia a seguir estava algo dorida, mas nada que me incomodasse por aí além ou me dificultasse algum tipo de movimento. Mas senti que o corpo começava a acusar o cansaço das últimas semanas. Comecei a sentir depois de Sábado, dia em que decidi conhecer uma zona nova, distraí-me e exagerei. Andei sempre em direcção oposta à minha casa e nem me ocorreu que depois teria que refazer todo o percurso... coisas à Marisa... rs Andei uns 15 ou 16 kms, com subidas à mistura e os últimos custaram-me. Domingo suavizei para compensar. Mas ainda assim, depois do vídeo, acho que a coisa acumulou. Talvez mais por estar menstruada, não sei. Nesse dia a volta foi curta e nas calmas, só para não parar abruptamente. No dia a seguir acabei por me dar o dia de descanso. Ontem estava como nova. ;) Voltei ao vídeo e senti muito mais energia. Fiz mais um pouquito que da primeira vez e hoje acordei como se não tivesse feito nada. Agora sei que posso aumentar mais as repetições e em segurança. Para mal dos meus pecados, não tenho desculpas para não me cansar mais do que ontem....ehehehe As caminhadas prosseguem, claro. Mas a um ritmo adaptado.

Estes dias andei pouquinho por aqui. Este fim-de-semana vou colocar as leituras em dia e saber as novidades por aí. ;) Beijinhos e obrigada pelo incentivo no post abaixo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A inaugurar uma nova fase

Ontem tive um momento de tristeza no provador de uma loja. Não pela roupa. Essa não comprei porque estava grande e não havia números abaixo. rs A questão foi o sem roupa mesmo. Raios daqueles espelhos que mostram cada marquinha, sinalzinho e pelinho perdido da última depilação. Vim para casa a perguntar-me como estava o meu corpo com o mesmo peso, mas em processo de engorda. Provavelmente, melhor. Com uma melhor relação entre massa magra e massa gorda. Posso perder mais peso e não necessariamente toda a gordura que está a mais. Daí comecei a pensar na quantidade de falsas magras que existem e percebi que não quero isso. Quero alterar a minha constituição corporal. Não tenho ilusões. Sei que não vou voltar a ter o corpo de antes. Os maus tratos a médio e longo prazo têm um preço. Tudo bem. Nunca tive a necessidade de ter um corpo perfeito para me sentir bem. Mas, caramba, posso ficar muito melhor do que estou e não é só com a alimentação ou exercícios aeróbicos que vou conseguir isso. Portanto, hoje iniciei uma nova fase. Já aqui tinha falado num vídeo antigo que juntava musculação, localizada, alongamentos, etc. Andava há uma série de tempo para o rever e procurar os meus pesos. A engonhar, como é hábito. Hoje acabou a parvoíce. Comecei.

Claro que não o consigo fazer todo. Aquilo é violento. Portanto, adaptei. Tentei concentrar-me na execução correcta dos exercícios mais do que em acompanhar o ritmo e, mesmo assim, vi-me grega. Alguns exercícios fiz metade das repetições, outros fiz 1/3. Os mais problemáticos adaptei para formas menos exigentes. Não vale de nada querer fazer mais do que a minha péssima forma permite. Amanhã mal me ia mexer. Logo nos primeiros 5 mns ocorreu-me parar e deixar para quando estivesse em melhor forma. rss Mas fiz até ao fim (cerca de 1 hora) e não foi assim tão complicado. Complicado é desistir de nós mesmas.

Mais tarde, vou caminhar, como tenho feito todos os dias. Amanhã vejo como me sinto e decido quantas vezes por semana vou fazer o vídeo nesta fase inicial. Quanto à pesagem, ontem e hoje não subi à balança porque me veio o período. Mas estou capaz de apostar que emagreci nesta semana. ;)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Peso e emagrecimento

Descobri outra forma de monitorizar as minhas evoluções nas caminhadas: Google earth. Tem uma ferramenta que permite marcar os percursos e contabilizar os kms. Comecei a fazer menos kms, mas mais a sério, a melhor ritmo e sem pausas: Passei aos 8 kms e agora aos 9 kms. E estou a gostar! :)) Ando a tentar convencer o gajo da casa a tornar-se adepto das caminhadas..tarefa difícil..rsss Quanto estiver mais preparada e com os tendões mais habituados ao esforço, quero tentar um jogging soft. Gostava que ele viesse . Ele está em melhor forma que eu, mas, ainda assim, só lhe fazia bem. Se não vier, azarito. Vou eu. Ele é que perde. Já lhe disse: daqui a uns anos 'tou eu toda fresca e ele todo "ai" e "ui", com a idade a pesar-lhe. (tão má...) ehehehe

Como sabem, peso-me quase todos os dias, mas só registo de tempos a tempos (a cada 8/10 dias). Já aqui tinha explicado em tempos que o acto de subir à balança é algo que me ajuda a focar e a organizar-me mentalmente. Hoje pesava mais 200g do que ontem. Há 3 dias pesava mais 600g e isto é habitual. Então a gaja alimentou-se direitinho, caminhou kms e engordou 200g?! Claro que não, né? Não seria possível e a roupa também me diz o contrário: está cada vez mais folgada (as calças novas não tarda precisam de reforma..). E falo nisto porque? Chego à conclusão, nas voltas por aí, que a balança é hiper-valorizada. Mas há muitas razões para, em determinada altura, o peso não descer ou até mesmo para subir que não o ter ganho gordura. Muitas meninas na mesma situação já estão a desanimar e a achar que não vale o esforço. Mas vale! Vale porque se tem uma vida mais equilibrada, saudável e isso traz-nos bem-estar. E vale porque, com o tempo, a balança acaba mesmo por colaborar.

O corpo é uma máquina inteligente e tramada, não gosta de perder reservas e resiste quando se sente em privação. Por isso, não é bom descer logo muito o número de calorias ingeridas ou aumentar muito, de uma vez só, as dispendidas (relativamente às ingeridas). O corpo entra em alerta, começa a tentar compensar as perdas e o metabolismo acaba por descer. Mesmo não tendo feito nem uma coisa nem outra ( subo sempre um pouco a quantidade de comida nos dias mais activos), nem sempre o peso desata logo a descer. Tem sido sempre assim. Agora estou em TPM, mas quando não estou, acontece o mesmo com frequência. Desce, flutua uns tempos e depois desce mais e de vez. É uma das razões porque não costumo registar aqui as gramas, apenas os kgs perdidos. No último Domingo levava 400g de avanço. Hoje tinha 200 dessas 400, se estiver assim daí a uns dias, não preciso mexer na réguinha e aposto que em breve volto a registar menos um kg com mais umas gramas de avanço. Se não for Domingo ou Segunda, será no final da semana ou na outra semana. Não interessa. Mas se continuar a fazer as coisas certas, o peso vai mesmo descer! Isso é que importa!

Por isso, meninas : Nada de desanimar! A equação é simples: alimentação equilibrada + actividade fisica = emagrecimento. Se a coisa não acontece logo ou ao ritmo que se espera, não se ralem muito. Continuem! Porque o resultado da fórmula só pode ser esse: emagrecer. No entretanto, ganharam-se muitas coisas: uma forma de estar mais equilibrada, uma alimentação mais saudável e sem neuras, melhor forma física, etc. Quarta-feira saí com umas amigas minhas e achei graça. Os primeiros comentários delas não tiveram a ver com o peso em si, apesar de ser visível que perdi mais uns kgs desde a última vez que as vi. Tanto que isso foi comentado, claro. Mas a surpresa, foi o meu aspecto. Acharam-me com um excelente ar e que há muito que não me viam assim. E é verdade. Há muito que não me sentia assim e estou com melhor aspecto, sim. Até já podia ter perdido mais uns kilos, restringindo mais a alimentação (ainda tenho larga margem para isso), mas duvido que andasse tão bem. Não troco este bem-estar por uns kgs a menos mais rápido. Nada disso. E o que perder é para ser de vez, sem andar depois doidinha com a balança e a comer que nem passarinho, sempre em risco de aumentar tudo outra vez.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Com pouco tempo...

Meninas, ando meio atrapalhada e tenho visitado as capelinhas a passo de caracol. Nem sempre comento para fazer render o tempo, mas esta semana já vou colocar a coisa em dia. A Teen tem continuado por cá e ontem tive cá o Piquitito (chamo-lhe assim porque é pequenino - 6 aninhos- e uma fofura). Ele estava mortinho de ciúmes porque a mana tem estado cá e tive que lhe dar atenções redobradas para o compensar. rss Para além de que curto aproveitar o melhor possível cada momento com ele. Afinal, nestas idades cresce-se tão rápido e eu, na minha condição de tia emprestada, não quero perder nadinha. :)

Ando empenhada e animada com as caminhadas. Tenho caminhado uns bons kms (até já começo a ter vontade de comprar um pedómetro) e tenho feito um esforço maior a cada dia: acelero o passo, escolho percursos mais puxados, etc. Ainda não voltei a fazer elíptica, mas tenho feito outros exercícios. Hoje a Teen foi namorar (paixão aos 14 anos é fogo..rss), o gajo da casa mandou-me dar uma curva e eu fui sozinha como era habitual. Uns dias acompanhada e já estava na parvoeira de que estava mole e não me apetecia ir sozinha...Dah! Mas obriguei-me a ir e ainda bem. Cheguei à conclusão que, neste momento, o gajo e a Teen atrasam-me o passo. rs Sem eles, consegui caminhar muito mais rápido e no ritmo certo: ofegante q.b. - ainda capaz de atender o TM ou falar para o lado. Sem eles consigo fazer mais uns kms e testar limites. Eles começam logo a choramingar que cansa. rs Sem eles posso alternar terrenos planos com grandes subidas e descidas. Acho que senti tudo que era músculo..não sei como aconteceu mas até os abdominais senti. Cheguei a casa bastante cansada, mas com pica para os alongamentos, abdominais e afins.

A partir de amanhã, vou começar a levar o medidor de frequência cardíaca. Tem estado na caixa porque não era o momento de o usar, mas agora já começa a fazer sentido caminhar na frequência cardíaca alvo e começar a trabalhar mais a parte cardiovascular. Descobri uma zona porreira onde estavam uma série de pessoas a correr nas calmas e senti vontade de as seguir. Bateu o bichinho..as saudades. Se não fosse a consciência de que não vale a pena exagerar a dose e ficar depois de pé para o ar, acho que o tinha feito. Mas a minha cabeça deu logo N voltas enquanto pensava se seria possível fazer um jogging bem soft em piso plano daí a umas semanas. Talvez seja sonhar alto demais, já que tem um grande impacto nas articulações, mas quem sabe?! Desistir antes de tentar não tem graça.

Uma breve nota para dizer que, ao contrário da natação, nunca tive prazer no acto de correr em si. Cansa, faz suar, perder o fôlego, etc. rss No entanto, em tempos, não conseguia deixar de o fazer. Adorava a sensação pós-jogging e também aquela pica de nos superarmos: conseguir mais um bocadinho, ter cada vez mais fôlego, etc. Foi disso que senti saudades.

Acho que de tanto tentar convencer a Teen dos benefícios do exercício em geral e das caminhadas em particular, acabei mesmo por aderir à "operação boa forma". rss E até estou a achar graça. Estou impressionada com a capacidade de recuperação do organismo. O corpo humano é mesmo uma máquina fantástica. O pé está a reagir melhor, sinto que a cada dia tenho mais fôlego, as pernocas e rabo estão a enrijecer (o ritmo dos efeitos a este nível é o que mais me impressiona) e, o melhor de tudo, chego a casa com aquela sensação boa de ter dado mais um passito para melhorar a minha condição fisíca. E não menos importante: a satisfação de estar cumprir os compromissos que assumi comigo mesma. Quanto à alimentação voltou a andar sobre rodas. Boa fase!

Os comentários ali mais abaixo, fizeram-me pensar e deram muita força para eu começar a ganhar juízo e a investir mais de mim na parte que mais falta fazia. Obrigada e um grande beijo a cada uma!